quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Jason 2001: Uma Odisséia na Europa

Esse aqui mereceu um post porque o livro é bem bacana. O Panço, autor do livro e guitarrista da banda, não é escritor, mas montou um diário de bordo legal, que ilustra o que foi a primeira turnê européia dos caras, com mais de 60 shows em 3 meses. Não é nada rebuscado, a escrita não é perfeita, mas é suficientemente clara, a ponto da ordem dos fatos (que nem sempre é respeitada) fazer sentido mesmo assim.

O Jason é uma banda de Punk/Hardcore daqui do Rio mesmo, que depois de um longo período de contatos do Panço, conseguiu esquematizar a turnê gringa. Com contatos acertados e roteiro na mão, lá foram os caras. O grande detalhe é: quase tudo, mas tudo mesmo, foi feito na base da camaradagem e confiança. Tente se imaginar indo para um outro continente para passar 3 meses na base da amizade, contando com a hospedagem, alimentação e equipamento de pessoas que você nem conhece pessoalmente. É difícil, não? O diferencial aqui é que os cenários Rock/Punk/Hardcore/Alternativo têm muita união lá fora (aqui também, mas nem de longe igual a organização e estrutura no exterior), visando a própria sustentação do movimento. No caso do Jason, eles trilharam um caminho feito, por exemplo, pelos Ratos de Porão (que têm um grande nome lá fora, diga-se de passagem): eles tocaram basicamente em "squats", que são prédios abandonados após a 2ª guerra, mas que ocupados por estudantes, punks ou simplesmentes entusiasitas do gênero, passam a ser centros culturais. Eventualmente, contam com o aval do governo e até com subsídios para sua sustentação, desde que devidamente comprovados os objetivos. Para a surpresa dos caras, alguns lugres contavam com uma baita estrutura, apesar das condições gerais.

Mas o legal mesmo do livro é a descrição dos choques culturais, uma vez que lá fora as pessoas são realmente muito, mas muito diferentes daqui em certos aspectos... Alguns exemplos:
- Em alguns locais, não se cobrava ingresso. Uma latinha na entrada coletava o quanto cada um quisesse dar para assistir ao show. Acreditem: as pessoas pagavam;
- Na maioria dos locais, o Jason tocava com bandas locais ou de regiões próximas. Algumas vezes, toda a bilheteria era dada para eles (e não dividida entre as bandas), simplesmente porque os caras sabiam do esquema deles de vir do Brasil para fazer uma turne tão longe, e essa era uma forma de dar uma força;

Você pode até achar a leitura um pouco repetitiva em alguns trechos (afinal, esquema de tour é: chegar+tocar+comer+beber+dormir+ir embora para o próximo show, dia após dia), além de viajar no nome das bandas citadas (são milhares), mas é uma leitura diferente. Melhor, é uma experiência de vida. Melhor ainda: fica a mensagem de que, por mais difícil que algo possa ser, com determinação e coragem é possível alcançar. Eu sei que isso é meio lugar comum, mas que é verdade, isso é!

Um comentário:

Anônimo disse...

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