sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

A Mesma Coisa de Sempre!


Final do ano chegando, ruas cheias de gente, trânsito mais complicado do que nunca, colégios, universidades e orgãos públicos entrando em recesso de férias, corrida para a compra de presentes, amigo oculto nas empresas e nas famílias, bandidagem mais frenética do que nunca na rua, 13º terceiro e etc. Reparou como quanta coisa se repete a cada fim de ano? Esses ciclos se repetem, onde algumas coisas são boas, outras ruins, algumas melhoram, outras pioram.
Na minha opinião, do jeito que levamos a vida hoje, era mais do que imprescindível aproveitarmos melhor esta época do ano. A razão? Muitas, cada qual do seu modo. A primeira coisa: fim de ano representa uma rotina diferente, menos cáustica e corrida que a rotina usual. Todo mundo diminiui seu ritmo (inclusive empresas), uma vez que isso já está enraizado na nossa cultura (não é verdade que todos dizem que o ano acaba no Natal e só se reinicia após o Carnaval?). Nesse período, o que todos deveriam fazer é parar um pouco e tentar se programar para o ano seguinte. Não falo de promessas prontas para não serem cumpridas do tipo "ano que vem começo meu regime" ou "ano que vou economizar", mas de um planejamento efetivo de vida. As pessoas em geral não têm o hábito de pensarem em suas vidas nos próximos 2, 3 , 5 anos, por exemplo. Não pensam no que podem começar a fazer agora e que pode lhes facilitar, mais a frente, no alcance de um objetivo - e isso aplica-se também a vida profissional. Pegar uma situação real ajuda: imagine o dinheiro que vc gasta futilmente e sem controle hoje, achando que ele não lhe fará falta amanhã ou um bom curso de aperfeiçoamento que vc deixa de fazer, mas que pode lhe custar uma promoção e etc.
Por conta disso, as pessoas não enxergam as festas de fim de ano como um momento de celebrar suas conquistas (mesmo aquelas não planejadas). Na vida profissional, festas em empresas significam, em sua grande maioria, a libertação de toda a carga de trabalho do ano, coroada com um período de descanso, acrescida do tão esperado 13º salário. A festa da empresa é a oportunidade de comer e beber de graça, sair com aquele/aquela colega de paquera, mas com o preço de ter que desejar boas festas a quem se detesta. A confraternização mesmo, inexiste... Na vida pessoal, o problema é o consumismo, que deturpa já há muito tempo o significado do Natal. E isso é uma pena, pois vivemos uma realidade tão caótica, turbulenta, agitada, violenta e tão urgente que nos esquecemos do por quê daquela mesa, daquela data e que o mais importante não é o presente. Uma família reunida, feliz, saudável e próspera vale mais do que isso, mas nem sempre isso é percebido.
Incrível também é que antes do Natal, já se fala em Carnaval. Talvez seja essa uma das razões para que o progresso nunca nos alcance. Não que eu não goste de Carnaval, ou pelo menos dos 5 dias de descanso que ele representa, já que não gosto de Samba. Não seria hipócrita a esse ponto, mas é impressionante como o fim do ano, para muitos, serve apenas como trampolim para o Carnaval. Talvez este seja o ópio do povo, mas a verdade que ele também é a amarra que o mantêm subserviente (mas isso já é outro assunto). O ponto é que em vez de pensar na oportunidade de evoluir, pensa-se na fantasia, na ala e no desfile.
É por essas e outras que não desejo simplesmente a todos que por aqui passarem, "Um Feliz Natal" e "Próspero Ano Novo". Desejo isso e que todos sejam capazes de observarem a si próprios e suas vidas. Observarem as coisas que podem fazer para melhorar e evoluir, tanto a si mesmos, como famílias, amigos, cachorro, papagaio e quem mais lhe for querido. Tentar fazer da sua vida a melhor possível é colaborar para que tenhamos uma sociedade melhor, mais próspera, segura, rica (sim, isso é possível!) e boa de se habitar. O que será de 2008? Eu já sei bem como quero que o meu seja...

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