sexta-feira, 14 de março de 2008

Rolling Stone: Arthur Virgílio x Ideli Salvatti



A revista Rolling Stone, que já há algum tempo vem sendo publicada no Brasil e ocupa muito bem (melhor até) a vaga deixada pela finada Bizz, traz, entre notícias do mundo da musica, coisas do mundo louco da política. Nesta edição vem com duas entrevistas curiosíssimas pelo seu antagonismo, apesar do assunto em comum: o governo Lula.

Um é o principal inimigo de Lula no Congresso e o outro, a mais impulsiva defensora petista. Juntos, resumem bem o que é a política nacional: os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Ideli Salvatti (PT-SC).
Lendo as entrevistas, pode-se chegar a triste conclusão que tanto oposição como governo hoje têm deturpados dos seus papéis dentro da política e da sociedade.

Arthur Vigilio é macaco velho e representa bem o que qualquer oposicionista é e faz na política Brasileira. É do contra a tudo que o governo propõe, critíca o Presidente e o PT, pede CPI, acusa a tudo a todos de corruptos, mas no fundo no fundo, tem o rabo preso como todos os outros. É um dos muitos que pede investigação de tudo, contando que o deixem de fora. Além disso, se vale dos holofotes da imprensa para aparecer e ganhar notoriedade (tanto que já se lançou como candidato a sucessão de Lula), fazendo muito barulho e levantando muita poeira a cada tema abordado. Teve papel fundamental na derrubada da CPMF (o que nos foi benéfico) e brigou muito pela CPI dos Cartões Corporativos (que não dará em nada), mas não consegue ter carisma como político, ou melhor, como político honesto, fato esse prejudicado pela fraca articulação da oposição. Vigílio não é um líder, apenas o que mais aparece, o que é diferente. Não há uma unidade de pensamento e ação na oposição - afinal, cada um tem um interesse diferente - e isso impacta em ver Vigílio como o coordenador de uma cruzada de moralização do governo e da política como um todo. Lendo a entrevista, o leitor se encanta com toda a verbologia do senador, exaltando tudo de errado que acontece hoje no governo Lula. Entretanto, todo o verbo gasto hoje como oposição - e isso se aplicará a ele, com certeza - , fatalmente não se converte em ação quando governo, sendo Lula e o PT provas vivas disso.

Na entrevista da senadora Ideli, a situação é ainda mais grave, pois ela é atingida pelo mal do qual padece a maioria dos Petistas: acham Lula um Deus intocável, o verdadeiro Messias do Brasil e os seguidos escândalos de corrupção de sua administração um mero e simples detalhe. Só conseguem repetir que o governo atual melhorou a condição de vida do povo, melhorou moradia, escola, educação, saúde e só não faz mais porque os incrédulos e hereges da oposição não deixam. Chega a ser chocante como ela fala das realizações do seu presidente, se limitando a dizer que é "desgastante" lidar com seguidas CPI´s e divulgações pela imprensa dos inúmeros escândalos, sem mencionar o aparelhamento do Estado, o inchaço da máquina pública e outros assuntos delicados e constrangedores. Mas o pior mesmo é a afirmação de que "se a maior parte do que a imprensa publica fosse verdade, o Lula teria caído e o Brasil acabado", o que mostra o disparate que é a mentalidade da quadrilha em que se transformou o PT, a ponto de questionar o que a imprensa publica e prova com dados e mais dados como inverdade.

No fim das contas, todos são uma a coisa, fazendo parte do mesmo balaio de gatos onde governo e oposição só vêem seus interesses, que não são os mesmos do povo. Eles só confirmam a minha tese: "Se o Brasil der um passo, cai num abismo".

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