quinta-feira, 24 de abril de 2008

É Bom Mas Não Tem Nome


Há 3 semanas que o SBT colocou no ar a sua versão do programa “Ídolos”, que já teve 2 edições na emissora, mas que teve sua franquia adquirida pela Record. Aliás, por conta disso, o programa não pode ser chamado de “Novos Ídolos” devido a uma ordem judicial, pois entraria em conflito com a marca “Ídolos”. Desse modo, o SBT estreou o programa sem nome e criou um concurso para a escolha do novo nome. Entretanto, nada disso fez ou fará diferença, uma vez que o programa é tão bom que dá até medo de arrumar um nome e a coisa parar de funcionar. Afinal de contas, não se mexe em time que está ganhando.

Mas o que faz do programa do tão legal? Simplesmente porque ele traz o melhor das duas edições do “Ídolos”: a etapa inicial, onde o bizarro se junta com esquisito e o público é quem ganha, pois tem, ao mesmo tempo, um programa musical e humorístico. Sem o compromisso do formato oficial do “Ídolos”, o SBT soube fazer os ajustes necessários, na medida certa, para que atração funcionasse sem perder a essência do programa anterior. Para quem não sabe, o “Ídolos" era dividido (basicamente) em duas fases: a primeira, com audições em diversas cidades pelo Brasil, onde aparecia literalmente de tudo (e aí a graça, pois era cada figura) e onde se fazia um triagem para que os melhores fossem selecionados. Na segunda fase, esses selecionados iam para SP e lá chegava-se aos finalistas de verdade. Nessa etapa, não havia mais bizarrices e a coisa se tornava profissional, e aí o programa perdia a graça e audiência. Não tenho certeza, mas acredito que tenha sido esse o motivo do SBT não haver insistido em uma terceira edição do programa, deixando-o para a Record.

Independente dos motivos, com certeza temos aí uma jogada de mestre de Silvio Santos. Mesmo com o dono do SBT fazendo da grade da emissora de gato e sapato, mudando e acabando com programas sem a menor cerimônia, devemos bater palmas para algumas ações suas que mostram que ele ainda sabe das coisas. No que tange ao ‘Ìdolos”, é fácil concluir o que aconteceu. Basta uma pergunta: onde andam os dois vencedores das duas edições? Simplesmente não viraram “Ídolos”. Muito diferentemente do formato americano, onde existe uma estrutura que consegue “fabricar” um sucesso e faze-lo ser aceito pelo público, aqui a coisa não rolou, com ambos sendo praticamente ignorados pela grande mídia, sendo veiculados apenas nos programas do próprio SBT e nada mais. Com o fim da procura por um ídolo, o SBT pode adaptar o programa para a parte boa e interessante que são as audições, que culminam com uma final a cada mês para dar um carro ao vencedor – afinal de contas, aparece gente boa também e que merece uma chance – o que aumenta a dinâmica do programa e não o deixa chato como os outros foram.

Além disso, Silvio Santos manteve o júri – Cyz, Miranda, Arnaldo e Thomas – que tem uma química boa e promove momentos hilários, especialmente o Miranda, que é uma figuraça. Como agora eles podem buzinar, tocar gongo e sirenes para expulsar os candidatos, a coisa ficou muito mais hilária. Enquanto isso, a Record vai de Rodrigo Faro, recém contratado da casa. Não como será, mas dificilmente vai conseguir superar o SBT... Fica aí a dica de um programa legal – mesmo sem nome ainda - em meio a tanta porcaria na TV aberta.
Curioso? Dá uma sacada nos 2 vídeos abaixo: o que há de pior... ou melhor!




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