quarta-feira, 28 de maio de 2008

Aprendiz 5 - O Sócio (Episódio 7)


Episódio emocionante! Ao fim da prova e com o anúncio do vencedor, eu já pensei comigo: “O clima vai esquentar!” E esquentou mesmo. Finalmente temos o aprendiz polêmico de que falei há alguns posts atrás, na pessoa do Henrique. O cara é sinônimo de confusão e mais uma fez conseguiu passar quase incólume ao fogo cruzado dos outros aprendizes com Roberto Justus. Apesar de um arranhão aqui e ali e um puxão de orelha de Justus no final, ele despachou mais um para casa e realmente vai chocar os outros quando retornar ao Hilton, principalmente Patrícia e Andréia que ainda tentam queimar o cara com o papo de arrogância e falta de espírito de equipe. Apesar do esforço das duas - juntamente com Fernanda que foi embora no episódio anterior - elas ainda não conseguiram atingi-lo. Pelo contrário, só dão exposição gratuita a ele junto a Roberto Justus.

A prova de ontem foi do tipo de que mais gosto, pois envolve montagem de campanha de lançamento de um produto, neste caso, uma graxa para sapato. Nessa prova, conhecer bem o produto, a empresa e o público alvo são essenciais. Essa combinação, se bem feita, resulta numa ação assertiva junto ao consumidor e de retorno para a empresa. Cada equipe deveria montar material promocional impresso e um comercial de 30 segundos. Se conseguisse fazer mais do que isso, melhor. Ou seja: a equipe que tivesse uma intimidade maior com publicidade, teria uma vantagem. E quem na equipe Masters sacou da cartola uma baita bagagem nesta área, tendo movimentado milhões no segmento? Ele mesmo: Henrique. Verdade ou não, o cara simplesmente atropelou o líder (que concordou com ele em tudo!) e assumiu a realização da prova. Mais uma vez conflitos surgiram, mas a verdade é que o grupo acatou tudo que ele sugeriu e o trabalho foi feito. Digo isso porque na sala de reunião, o clima era de que o cara fez tudo sozinho e colocou uma arma na cabeça de cada um para que aceitassem.

Se eles foram para a sala de reunião, é óbvio que perderam. Entretanto, algumas coisas podiam ser previstas antes da sala começar:

- Ricardo, o líder, seria demitido. O cara simplesmente abriu mão da liderança e deixou Henrique mandar e desmandar. Que conhece o programa sabe que isso não passa em branco;
- Henrique seria fatalmente acusado de ser o culpado. Como todos os conceitos foram dele, nada mais natural de que todos tentassem tirar o corpo fora.

A única incógnita era como reagiria Justus tendo a equipe pela 3ª vez consecutiva na sala, com Henrique na berlinda novamente e tendo sido mais uma vez o causador da discórdia, uma vez que demiti-lo não seria a alternativa mais justa.

Por mais um episódio mantem-se minha aposta: Sandra x Henrique na final. A equipe de Sandra venceu mais uma vez e Henrique precisa apenas se controlar para não perder a razão com o restante do grupo. As queixas sobre seu atropelo e sua intolerância na hora da execução das tarefas foram ouvidas por Justus, mas até então compreendidas como vontade de fazer, onde é necessário apenas que se coloque um freio. Obviamente Justus vai ter cautela em observá-lo atuando em equipe daqui pra frente, pois um sócio rolo compressor sobre si é a última coisa que ele deseja. Entretanto, alertou-o de que uma mudança drástica de conduta seria perda de personalidade. Em miúdos: o cara incomoda, mete as caras para fazer as provas, mas vem perdendo seguidamente, o que não impede sua evolução na disputa. Afinal, não se trata de uma batalha de equipes, e sim de uma seleção para uma única vaga. Além disso, ainda têm muito aprendiz cabeçudo para sair antes dele. A maior prova disso é que o eliminado desse episódio era o aprendiz melhor graduado de todos (como mostra a figura abaixo), num contraste absurdo com o desempenho mostrado. Mistérios...


terça-feira, 27 de maio de 2008

"Tipo / Tipo Assim"

Extraido do Blog Dizventura, do O Globo, de 19/05. O Post narra uma situação típica da juventude de hoje e um dos maiores cânceres linguísticos da atualidade, o "tipo assim". O pior de tudo é que realmente a coisa acontece deste modo, sendo repetida a exaustão. Será que as pessoas não percebem isso?

"Já eram quase 4h da madrugada quando saí do jornal. Paro no Bob's para comer e, enquanto mastigo o Big Bob e bebo o ovomaltine, ouço o papo das duas adolescentes ao lado.

- Você conhece ela tipo há muito tempo? - pergunta uma.
- Conheço ela há um tempão, tipo desde os 17 anos.

Para os adolescentes, qualquer espaço de tempo é uma enormidade, mas pelo visto elas eram um pouco mais velhas do que eu imaginava. As duas continuaram o papo:

- Ela dá tipo festão.
- Mas é tipo casa ou tipo mansão?
- Tipo casa. Eu vou sair tipo cedo.
- Tipo assim às 8h?
- Tipo assim.
- Eu era tipo pequena, e lembro que nossos pais tipo já se conheciam.
- Quando ela era tipo solteira, dava mais festa. Mas tipo agora não tem dado tanta festa. Tipo sabe?

Antes que eu começasse a rir achei melhor ir embora."

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Aprendiz 5 - O Sócio (Episódio 6)


Antes de falar da edição de ontem, gostaria de esclarecer o conceito de Logística, que equivocadamente, para muitos, trata apenas de transporte e estoque. Basicamente, temos:

“Logística trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, do fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria – prima até o ponto de consumo final, e do fluxo de informações inerentes ao processo, almejando níveis de serviços adequados aos clientes a um custo razoável.”

Fiz questão de fazer esclarecimento, além da costumeira confusão que se faz, por mais duas razões: 1) Estou vendo essa matéria na faculdade agora e ela é realmente muito complexa. 2) Para que vocês possam entender a grande quantidade de variáveis envolvidas e a dificuldade da prova.

A prova de Logística é uma das melhores do programa, simplesmente porque exige o máximo dos competidores em termos de método, planejamento, organização e trabalho em equipe, com um líder absurdamente focado no andamento e nos resultados da atividade. Ontem, os aprendizes percorreram todo o processo logístico para entrega de um kit de medicamentos em 12 farmácias (se me lembro bem). Tendo recebido um treinamento pelas 2 empresas envolvidas, os participantes partiram para a execução, com os locais de entrega sendo pontuados de acordo com a distância, havendo perda de pontos caso as regras da empresa fossem quebradas (mau manuseio dos produtos, excesso velocidade, quebra de regras de trânsito e etc.).

Não bastasse a beleza dessa prova pela dificuldade, o programa de ontem ainda teve um atrativo a mais: depois da polêmica da sala de reunião passada, onde Henrique foi enquadrado pelas mulheres como mentiroso e machista, Fernanda, uma de suas detratoras mais enfáticas, foi líder da prova. E aí, parabéns para o cara, que soube fazer política da boa vizinha como poucas vezes eu vi. Ao chegar ao Hilton, estendeu a mão para Fernanda (que se recusou a apertá-la, embora não tenha conseguido esconder a cara de espanto e decepção quando o viu entrar. Com certeza ela percebeu ali o quanto havia se prejudicado em tentar derruba-lo sem fundamentos), ouviu calado novas ameaças dela e das demais e colaborou sem tumultos na prova. Com ela na liderança, seria muito fácil ele tentar sabotá-la, mas fez o contrário e mais uma vez saiu-se bem sala. Coincidência ou não, Fernanda teve uma liderança desastrosa e foi a responsável direta pela perda da prova, uma vez que ao dirigir um dos Doblôs, avançou um sinal vermelho e perdeu 4.000 pontos. A ironia: se não tivessem perdido estes pontos, teriam ganho a prova com uma vantagem de 1.000 sobre a outra equipe...

A sala de reunião foi ótima, com um Roberto Justus obviamente focado em Fernanda, uma vez que nas salas anteriores em que esteve ela presente, sempre soube frisar bem os pontos negativos dos outros membros da equipe. Com o que ocorreu na prova, ficou absolutamente inviável para ela se defender, mesmo tendo ensaiado um novo bate boca com Henrique, que obviamente – mas muito bem embasado – indicou-a para sair quando questionado por Justus sobre sua opção. Como a maioria da equipe culpou-a também, os dois conselheiros foram unânimes nela e os fatos eram mais fortes do que ela, foi demitida.

Espero sinceramente que o ocorrido com Fernanda sirva para a mulherada encerrar de vez esta história de sexo frágil e discriminado. Ficou claro que Fernanda foi pega de surpresa pelas atitudes de Henrique, que simplesmente derrubaram todos os argumentos delas sobre preconceito e o fortaleceram frente a Roberto Justus. Pode até ser que tenha rolado algum esporro básico da produção, pois este tipo de situação fatalmente mudaria o foco do programa. Pelo sim, pelo não, foi o melhor episódio até agora e mantenho minha aposta numa final entre ele e Sandra.

Em tempo: o merchandising ontem foi mais dosado, se comparado com a prova do quiz, patrocinada pela SKY e que nos fez ouvir a todo o momento Roberto Justus falando sobre a qualidade de som e imagem digitais...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Míriam Leitão: Certas Contradições


Leia aqui mais uma acertiva análise de Miriam Leitão para essa insanidade que é esse governo Lula/PT. É incrível como as coisas acontecem e a população não desperta desse coma profundo em que caiu depois que ele assumiu. O início do artigo chega a ser engraçado de tão desalentador.

Vídeo da Semana: "Bad Touch" Bloodhound Gang


Vou ser sincero, não sei praticamente nada desse grupo e não conheço mais música nenhuma além dessa aqui. Mais sinceramente ainda, nem lembrava dessa música, mas ao ouvi-la numa rádio na Internet, recordei-me do quanto ela é legal. O grupo em questão, caído no vazio do meu esquecimento, é o Bloodhound Gang, formado em 1992 na Pensilvânia, EUA. A música, "Bad Touch", aparece no seu 3º album, "Hooray for Boobies", lançado em 1999. Chegou a tocar um bocado aqui na extinta Jovem Pan do Rio, mas depois, ficaram só vagas lembranças... Pela capa do disco e pelo clip em questão não é difícil entender que os caras não batem bem da bola, mas conseguiram fazer uma música legal pacas!

Aprendiz 5 - O Sócio (Episódio 5)


Se Roberto Justus espera realmente fazer a 6ª edição do Aprendiz com celebridades, tal qual foi a versão americana recentemente, irá acertar na mosca. Com a exibição do 5º episódio do Aprendiz 5 na noite de ontem, está ficando claro que o programa precisa de uma mudança drástica, senão corre o risco de ficar igual a um Big Brother da vida. Não levar em consideração que os concorrentes desta edição assistiram a pelo menos uma das edições passadas e já conhecem as “manhas” é subestimar a capacidade que eles terão de (tentar) manipular o Roberto Justus em determinadas situações. Ontem tivemos uma das salas mais estranhas de todas as edições, pois se saiu da análise de desempenho para a pura e simples equação “bola da vez x panelinha”. Para se ter uma idéia, a coisa chegou ao ponto da líder da equipe vencedora (por coincidência, a minha aposta Sandra Sakuma) se unir com a líder da equipe perdedora (!) para acusar o membro da equipe em evidência de machismo (!!). Felizmente, Roberto tomou uma decisão acertada e minimizou a bizarrice do episódio.

Em termos de prova, tivemos o famoso quiz, jogo de perguntas respostas. Sua relevância, além de obviamente de exibir o nível de conhecimento gerais dos candidatos, é a de apurar o quanto cada um está disposto a se arriscar e se expor, mesmo que isso represente uma ou várias respostas erradas. É o famoso “trazer a responsabilidade para si”, custe o que custar. Quem opta por se esconder – e consequentemente não errar ou errar menos - fatalmente se dá mal. Entretanto, não concordo com uma coisa nesta prova: ela não deveria ter líder. Na minha visão, naturalmente haverá alguém tomando a liderança, mas é o tipo de situação em que a equipe deve agir junta e resolver junta o que fazer e o que responder. Ter um líder oficializado resulta naquilo que ocorreu ontem, onde um membro (Henrique) foi escolhido para ser fuzilado por ter errado todas as questões que lhe foram passadas. Deixando de lado o fato de que pessoas tão capacitadas (como eu já citei aqui) não saberem sequer o nome do Governador do RJ (ok para o fato do programa ser paulista, mas Cabral aparece a todo instante ao lado do Lula, do qual é um dos grandes aliados, a nível nacional), o fato é que o cara aceitou se expor e ir lá responder. E aí temos a situação complicadora: ao ser questionado pela líder se teria condições de responder, sinalizou que não se sentia seguro. Todos os componentes da equipe ouviram, inclusive nós telespectadores em casa. Quando da chegada da sala, o cidadão foi crucificado por ter respondido errado e não ter sinalizado que não sabia, sendo chamado de mentiroso, inclusive. Nessa hora, com ânimos exaltados, formou-se o cartel feminino para detona-lo de vez. Como Justus conseguiu apurar a tempo que ele não havia mentido e alertara a equipe de não teria condições de responder, as mulheres tiveram de enfiar a viola no saco. Felizmente, Henrique saiu-se bem ao responder os questionamentos do Roberto Justus (apesar de um pouco teatral – olha a experiência aí...), foi humilde nas horas certas, teve sua versão confirmada e ainda por cima conseguiu responder muito bem as acusações de machismo. Justus observou isso e demitiu Rodrigo, que realmente foi fraco até agora, sem brilho algum.

Continuo com minha reclamação de que os aprendizes desta edição são os mais sem brilho até agora, embora ontem Henrique tenha se revelado um rival a altura para Sandra na final. A prova dos cocos já havia mostrado isso quando ele liderou muito bem e ontem ele mostrou valor ao resistir ao fogo cruzado de sua equipe e de Roberto ao mesmo tempo. Com relação as provas, tenho expectativa de que daqui para frente a coisa melhore, com atividades mais práticas e focadas no âmbito empresarial. Torço apenas para que Justus não perca o controle e permita que um programa tão sério se transforme numa gincana de homens versus mulheres, como foi ontem.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Aprendiz 5 - O Sócio (Episódio 4)


Como eu falei anteriormente, esta edição do Aprendiz está curiosa. Na realidade estou é meio confuso, uma vez que as coisas ainda não estão seguindo o rumo natural das outras edições. Com a exibição da 4ª prova ontem, tivemos novamente grandes decepções (leia-se “idiotices” mesmo), surpresas do Roberto Justus e nenhum destaque significativo. Não há nenhum aprendiz polêmico, falador, centralizador ou qualquer outra coisa que gerasse destaque, como por exemplo a Beatriz foi na 3ª edição, e que ficou em 2º lugar, perdendo para o Ancelmo. Resumindo: ainda não há ninguém para o público amar ou odiar.

A prova de ontem foi boa, porém simples (ok para o fato de ainda termos pelo menos 11 provas pela frente, mas não custa nada complicar um pouco mais): cada equipe recebeu um container com 500 cocos + 500 caixas + 500 canudos + 500 abridores para montarem kits e venderem da melhor maneira, onde quisessem. Quem fizesse mais receita, vencia a disputa. Novamente, uma norma básica no dossiê: as equipes só podiam acessar seus containeres, no local onde eles estavam depositados, por entradas diferentes, o que faria com que uma não visse o desempenho da outra. Novamente, uma das equipes não obedeceu ao que foi determinado e por duas vezes usou a entrada da outra equipe, fato devidamente registrado pelas câmeras. Pior, um dos integrantes ainda orientou o motorista a passar por perto da equipe adversária e para pode ver o que eles estavam fazendo... Repito a vocês que é impressionante ver gente tão qualificada fazendo a mesma burrada mais de uma vez, quando bastaria uma leitura atenta do dossiê para evitá-la.

Por outro lado, Roberto Justus fugiu do script mais uma vez: encerrou a prova antes do prazo determinado, na expectativa de dar um “refresco” para as equipes face à prova anterior. Sinceramente, para quem já está tão bem instalado num hotel 5 estrelas como eles, não sei por que tanta bondade. Com a ciência da antecipação do fim da tarefa, as equipes tomaram posições diferentes: enquanto uma empacotou tudo e voltou para o hotel, sem ter vendido os 500 kits, a outra aproveitou para se livrar do que faltava (graças ao seu líder, que teve muita iniciativa durante a prova), completando o que foi determinado. Não é preciso nem dizer quem venceu. Na hora do anúncio do resultado, Justus de imediato desclassificou a equipe que quebrou as normas e usou a entrada da outra equipe. Coincidentemente, foi a mesma equipe que não vendeu tudo e fez menos receita.

Na sala de reunião, novamente tivemos um Roberto Justus irado com a repetição de problemas com a leitura dos dossiês, somado a um bando de aprendizes com cara de idiota sem saber o que responder. Entretanto, o que era óbvio não aconteceu, que era o cidadão que sugeriu espionar a outra equipe – a famosa “má fé” que Justus tanto rejeita – ser massacrado pela equipe. Apesar de Justus ter colocado o cara em xeque mate de maneira constrangedora, a equipe se voltou para um outro componente, que teve desempenho apagado. Neste ponto, ocorreu o que já vimos no passado, onde todos são unânimes em votar em uma pessoa para sair, na expectativa de que Roberto se convença de que ele realmente foi a razão do fracasso -o que nem sempre dá certo - mas que ontem, funcionou. Roberto também entendeu a situação da mesma maneira, mesmo porque somou os desempenhos anteriores, e achou isso pior do que a mancada da má fé. Mais surpresa na hora da demissão: ao voltarem da ante sala aonde aguardavam a decisão de Roberto, foram surpreendidos pela suspensão da conversa que sempre precede o anúncio e a demissão ocorreu com a pessoa em pé mesmo, com Justus alegando cansaço e irritação com a situação. Outro detalhe: o líder da equipe vencedora, que foi conselheiro do Roberto na sala, perdeu uma oportunidade de ouro ao indicar equivocadamente outro candidato que não o notóriamente mais fraco, mas o de melhor desempenho até então, por motivos simplesmente estapafúrdios. Deu mole.

Tenho a impressão de que o programa, apesar de alguns momentos geniais (as dicas gerenciais e de empreendimento de Justus estão interessantíssimas), ainda não engrenou 100%. Tenho fé que as provas futuras sejam mais puxadas, revelando mais o perfil dos candidatos, embora o próximo episódio seja o famoso Quizz, onde apenas se avalia o nível de conhecimento dos candidatos. De qualquer modo, agrega muito, até mesmo para quem assiste. Só tenho uma reclamação: o nível de “merchan” no programa está escandaloso, com produtos sendo anunciados a todo momento. Patrocinador é importante, mas ver o Justus anunciando a Nova Schin ontem, por exemplo, foi meio bobo e fora do contexto.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Números e Convergência TV x Internet

Suponhamos que uma pessoa que não assistiu a nenhum episódio do seriado “24 Horas”, resolva faze-lo hoje. Mesmo tendo TV por assinatura, não há como assistir as temporadas iniciais, uma vez que a sexta terminou há algum tempo e sétima estreará apenas em 2009. Nesse caso, só resta apelar para os boxes de DVD´s com as temporadas completas. Se ela resolver comprá-los pelo site da Saraiva, por exemplo, veja o que ela encontrará:

1ª temporada - R$ 79,90
2ª temporada - R$ 99,90
3ª temporada - R$ 99,90
4ª temporada - R$ 99,90
5ª temporada - R$ 99,90
6ª temporada - R$ 149,90

Preço Total das 6 Temporadas Completas = R$ 629,40

Esta pequena pesquisa de mercado auto explica os milhares e milhares de downloads feitos pela Internet de música e vídeo. Para corroborar esta afirmativa, o texto que você pode ler aqui comprova esta e outras razões da força da internet no mercado áudio visual, além da convergência com a TV que não está muito distante. O texto em questão é do Blog “Papo Séries” do O Globo, e foi publicado no mês passado, falando exatamente que hoje em dia, a tela da TV não é párea para a tela do computador.

Aprendiz 5 - O Sócio (Episódio 3)


O episódio de ontem do Aprendiz foi, no mínimo, curioso, para não dizer atípico. Em vez de provas envolvimento capacidades gerenciais, tivemos uma tarefa no melhor estilo “Treinamento Tropa de Elite”, com os aprendizes sob a tutela de membros do Exército por dois dias no meio do mato. Não é nem preciso dizer que eles comeram o pão que o Diabo amassou, com todos literalmente arrasados ao final. Mais especificamente, as equipes tiveram provas envolvendo táticas de selva intercaladas com testes de raciocínio lógico, tudo permeado pelo terror psicológico imposto pelos militares. Com isso, o que já era difícil pelo desgaste físico, ficava ainda pior.

Muito se engana quem, a primeira vista, entende que não existe relação nenhuma entre isso e o foco do programa, que é selecionar um executivo, antes de tudo. Na realidade, tem tudo haver. As provas físicas, ao exaurirem os competidores, os deixavam mais factíveis ao erro na hora das provas lógicas, e aí se apurava quem tinha capacidade de separar o corpo da mente nos momentos cruciais. A pressão dos militares simulava o ambiente de tensão e cobrança das corporações, testando a capacidade de concentração, raciocínio de cada um e, no caso dos líderes, de não perderem o comando, união e direcionamento de suas equipes, mediante até mesmo a desmoralização e sugestões de abandono que eram dadas a todo instante. Digo sem medo que a prova simplesmente foi espetacular, e falo com convicção porque já vivi em ambientes extremamente tensos e desgastantes de escritório, e não é preciso que haja mato, lama, frio e um militar gritando no seu ouvido para que você se sinta numa guerra. Ambientes corporativos podem ser tão desgastantes - físico e mentalmente - quanto o cenário da prova em questão, guardadas as devidas proporções, é claro.

Entretanto, o inusitado não parou por aí: desta vez, Roberto Justus premiou a equipe vencedora e a perdedora também, face o desgaste e esforço exigidos, além do bom desempenho de todos. Depois disso, já durante a sala com a equipe perdedora, liberou todas as mulheres da equipe, ficando apenas com os homens, uma vez que o desempenho delas foi muito superior em termos de empenho, união, equilíbrio e motivação para a realização das provas. Feito isso, a sala ocorreu normalmente e sem a tensão das duas primeiras, com certeza pelo maior equilíbrio das equipes e pelo perfil diferenciado da prova. No fim, mais uma surpresa: ninguém foi demitido, dadas as circustâncias que acabei de citar, mas para a próxima prova a equipe perdedora ficará com um componente a menos como penalização.

Concluída a 3ª prova, ainda não é possível indicar os concorrentes mais fortes. Como um todo, acho que os 16 participantes desta edição são os menos “carismáticos”, se colocados frente aos anteriores. Alguns realmente são fracos e não devem durar muito, mais ainda é cedo para afirmar com certeza quem sai e quem fica para a final. Apesar do “refresco” dado ontem, Roberto está mais rigoroso e as próximas provas devem ser mais tensas a medida que os estilos de atuação de cada um forem sendo revelados e analisados mais efetivamente. Como aposta pessoal minha, uma candidata efetivou ontem a força que já havia mostrado (timidamente) nas duas provas anteriores: Sandra Sakuma. Mesmo na equipe perdedora (mas que havia ganho as duas primeiras tarefas), Sandra tomou as rédeas quando o líder se perdeu na condução da equipe. Séria e firme ao falar, é a única em que dá para se apostar assim mais de cara, pois no resto não dá. Vamos aguardar a próxima etapa e conferir.

terça-feira, 13 de maio de 2008

De Grão em Grão...

Para conhecimento de todos, segue a mais nova cagada que este nosso governo de merda (me desculpem o palavriado) está inventando. Resumidamente, não bastasse a criação de uma TV pública que custou milhões do nosso bolso e que fatalmente servirá aos propósitos populistas do PT, ele também quer manipular a TV fechada. Extraído do blog http://www.tvfechada.wordpress.com/:

"Está em andamento no Congresso Nacional um projeto de lei que estabelece inúmeras obrigações e restrições ao serviço de TV por assinatura do Brasil, definindo, inclusive, o que você vai ter que assistir e em que horário essa programação irá passar.

Trata-se da atual redação do Projeto de Lei n° 29/07, que estabelece um complexo sistema de cotas para programação de conteúdo nacional, que deverá ser transmitido durante o horário nobre. Ou seja, você chega em casa do trabalho e terá em todos os canais a mesma programação.A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA, que reúne produtores, programadores e distribuidores), ao se posicionar de forma contrária a este projeto de lei, não está combatendo a produção de conteúdo nacional. Pelo contrário! A ABTA apóia e prestigia a exibição do conteúdo brasileiro, no entanto se opõe ao instrumento de cotas na sua TV por assinatura.

Esta imposição não gera fomento à produção nacional, mas sim uma proteção e uma reserva de mercado que irá aumentar o valor mensal da assinatura. Existem alternativas, muito mais eficazes e menos dramáticas, para incentivar a produção brasileira para você assinante e para o mercado.Eu sou contra esse projeto. A população tem que ter livre arbítrio para escolher o que quer assistir. Não é certo controlar o que devemos assistir e onde devemos gastar nosso dinheiro."

Eleição de Verdade


Já há algum tempo queria falar sobre o assunto, mas como não havia ainda a definição que temos agora, não o fiz antes. Entretanto, com a consolidação de Barack Obama como candidato Democrata a Presidência dos EUA face a irremediável derrota de Hillary Clinton nas prévias, acho uma boa tocar no assunto. Por dois motivos: nos interessa saber quem vai assumir a Presidência da nação mais poderosa do mundo (e que não passa por um bom momento) com a saída de George W. Bush e o fato do sistema eleitoral deles ser, na minha opinião, simplesmente fantástico.


Que o governo de George W. Bush foi tragédia, todos sabem: uma guerra inútil, despendiosa e mentirosa contra o Iraque, uma vez que o objetivo nunca foi a busca de armas biológicas ou químicas, mas sim de colocar a mão no valioso Petróleo, abundante pelas bandas de lá. Basta lembrar que o Petróleo é um recurso natural não renovável e que tem data para acabar. Com certeza estamos próximos dos dias em que, se não arrurmarmos outras fontes de energia, teremos outros problemas como esse por conta da energia. Guerras custam dinheiro e vidas humanas e nisso GWB não economizou: a guerra do Iraque já consumiu mais de US$ 504 bilhões [R$ 859,82 bilhões] dos cofres públicos americanos. Segundo um estudo do prêmio Nobel de economia Joseph E. Stiglitz, são estimados gastos de US$ 3 trilhões [R$ 5,1 trilhões] com os conflitos, caso as tropas permaneçam no Iraque até 2010. Para se ter uma idéia, apenas em 5 anos de conflito (iniciados em Março de 2003), os combates no Iraque já consumiram 75% do que foi gasto no Vietnã nos seus 12 anos. Além disso, Bush conseguiu arrastar um país que se encontrava bem administrado, resultado da gestão Clinton, para uma recessão que ainda não se tem idéia do tamanho final e das consequências no país e no mundo. Desemprego, queda de consumo, inadimplência têm assolado o país e prometem ser um trabalho duro para a nova gestão. Para piorar a situação, Bush Jr teve também um péssimo desempenho ao tratar das questões do meio ambiente, levando sempre em consideração mais os impactos econômicos do que os ambientais e de sustentabilidade.


No aspecto sistêmico, a eleição americana é um troço curioso de se ver. Se existe democracia, essa é aquela em que se vota primeiro para candidato do partido, para só depois se votar para o cargo público. Mas isso só é possível graças a sabedoria deles em ter apenas dois partidos (Democrata e Republicano), a coisa mais lógica do universo. Ou o lógico é o nosso sistema, que até Junho do ano passado, tinha 28 partidos??? Do que adianta o governo Brasileiro se orgulhar de ter um sistema avançadíssimo de votação eletrônica, com o resultado quase que no mesmo dia, com uma bagunça ideológica e eleitoral como essa? Voltando aos EUA, outro ponto digno de nota é que lá as pessoas não são obrigadas a votar. Repito: lá, o cidadão não é obrigado a votar. Vota quem quer, quem acha que deve participar. Como aqui já existe a cultura de que eleição significa menos tempo na praia, se isso fosse implantado aqui, ninguém ia (Nem eu, pois não adianta ir lá e não ter opção).


Com a confirmação de Barack Obama pelo lado Democrata, determina-se o adversário do já definido Republicano John McCainn. Enquanto o 1º se apresenta como uma mudança ao quadro atual, o 2º pode ser uma perigosa continuação do governo Bush, que também é Republicano. Resta saber se Hillary Clinton continuará no jogo, mas dessa vez como vice de Obama numa super-chapa, coisa que ela vem recusando até então. Em tempo: a eleição presidencial americana é em Novembro deste ano. Ou seja, não é no mesmo ano da Copa do Mundo, como em um determinado lugar do mundo... Qual será a razão?

Perda de Tempo


Agora que a coisa já está virando passado, como tudo nesse país, digo sem medo que esse negócio do Ronaldo "Fenômeno", não passou de uma grande palhaçada. Perdeu-se um tempo descomunal de mídia impressa e televisiva num assunto tão idiota quanto desnecessário que até me impressiono. A coisa foi clara: o cara quis fazer algo diferente, mesmo tendo qualquer mulher que quisesse e uma noiva que havia acabado de deixar em casa. Como a coisa vazou e todo mundo ficou sabendo, fez-se o escândalo. Entretanto, misteriosamente, todo mundo que queria botar a boca no mundo sobre o caso, decidiu não falar mais, a noiva que havia deixado o cara em defesa da sua honra voltou para ele e seus milhões - grávida ainda por cima - e todos ficarão felizes. Viram quanta coisa por nada?
A única coisa que valeu a pena nessa história é poder sacanear o cara até dizer chega. Mesmo sem querer, todo está fazendo isso. A prova é o que o globo.com publicou hoje, como você pode ver acima: será que ele deseja uma filha "menina" por conta do trauma do episódio com 3 mulheres "homens"????

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Comercial Genial: SKY TV

Antigamente, todos nós tinhamos motivos de sobra para reclamar quando nosso programa preferido parava para os comerciais, não é? Era um suplício, eu me lembro bem. Com o passar do tempo, as empresas perceberam o quanto estava difícil manter a atenção do telespectador nesses momentos, mesmo porque a TV é uma das mídias mais caras que existem. O tempo passou, a mentalidade dos anunciantes evoluiu e hoje em dia os comerciais são tão diferentes e criativos que não é raro ver uma propaganda mais legal que muito programa por aí. Essa é uma delas, exaltando o bloqueio de canais na SKY para que seu filho não veja o que não deve... Calcada numa sacada genial do que realmente acontece, fica claro porque você acaba se convencendo sobre o que o produto anunciado. Nota 10!

Aprendiz 5 - O Sócio (Episódio 2)


Ontem foi exibido o 2º episódio do “O Aprendiz 5 – O Sócio”, onde algo surpreendentemente negativo está acontecendo, uma vez que esta segunda tarefa teve os mesmos resultados pífios da primeira. Os erros cometidos por ambas as equipes foram primários, e se levado em consideração o elevado grau acadêmico dos participantes, a coisa piora ainda mais. O pior de tudo foi a conduta pouco ética dos grupos, mesmo amparados por dossiês que determinavam os parâmetros de atuação na atividade proposta. Quem acompanhou as outras edições sabe que se existe uma coisa que irritava Justus nas salas era ter de lidar com atitudes antiéticas. A coisa ficou feia, e o descontentamento de Justus com o fraco desempenho de participantes tão gabaritados era notório. Para se ter uma idéia do nível dos aprendizes, vejam só:

- Todos são graduados, e apenas 2 têm somente a graduação;
- 9 têm agregado a Graduação mais uma qualificação, variando entre uma Pós, MBA, Curso ou outra Graduação;
- 4 têm agregado a Graduação mais duas qualificações, variando entre 2 Pós, uma graduação e uma Especialização, 1 Pós e 1 Curso ou 1 MBA e 1 Qualificação;
- 1 tem agregado a Graduação 1 MBA, 1 Pós e 1 Especialização.

Sabendo disso, fica mais difícil ainda entender o que aconteceu. Ma prova de ontem, as equipes deviam comprar 10 itens variados, entre produtos e serviços, pelo menor valor possível. Ganharia a equipe que obtivesse os 10 itens pelo menor valor total, num exercício de poder de negociação. Para isso, o Dossiê de cada equipe determinava que cada uma delas poderia adotar a tática que quisesse, mas sem revelar as pessoas, face a presença das câmeras, a conexão com o programa, televisão ou competição. Entretanto, os grupos ignoraram as normas e cada um se utilizou desses recursos, para fúria de Justus na hora de anunciar a equipe vencedora, que felizmente, havia quebrado menos as regras do que a outra.

Isso nos leva a seguinte reflexão: diploma não é tudo na carreira profissional de uma pessoa. O diploma atesta o seu acesso a determinado tipo de conhecimento, mas não se você é bom em utilizá-lo na prática e no dia-a-dia. Para se ter uma idéia, o líder desastrado da primeira tarefa era o sujeito mais qualificado do programa. Mesmo assim, ele se perdeu na hora de executar passos primários de planejamento, execução e coordenação de equipes. Com certeza o fator televisivo conta, ou até mesmo a constante supervisão sobre eles dos conselheiros, mas não justifica tanto amadorismo. Por isso, só o profissional aplicado, dedicado e com vontade de vencer faz valer qualquer diploma ou, na contra mão, só o profissional aplicado, dedicado e com vontade de vencer pode fazê-lo sem um diploma. Nesse caso, está aí Silvio Santos – ex-camelô – que não me deixa mentir. Resumindo: diploma e qualificação não são tudo.

Vou colocar os vídeos da sala de reunião só para vocês conferirem o esporro do Justus nas equipes. Quem quiser ver mais, pode checar no YouTube, que tem os episódios completos.





Hasta La Vista Libertadores...


Para mostrar que sou bom esportista e aceito a derrota. Perdeu? Perdeu e acabou. Chato é aturar a nossa freguesia com a maior cara dura zoando a gente... o que é deles tá guardado!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Aprendiz 5 - O Sócio (Episódio 1)


Terça Feira passada teve início a 5ª temporada do “O Aprendiz”, sendo a segunda edição a selecionar um sócio para Roberto Justus, e não um funcionário. Não escondo que simplesmente adoro este programa, pois o aspecto cultural dele é muito rico, principalmente para aqueles que estudam Marketing e Administração, mas também se aplica a quem apenas vive o dia a dia no mundo corporativo das empresas. Além disso, acho Roberto Justus um gestor fascinante, dada sua percepção e sensibilidade empresarial, além de sua habilidade no relacionamento humano dentro do programa. Em termos acadêmicos, tudo está lá: tarefas em equipe, criatividade, agilidade, liderança, planejamento, execução, qualidade, pesquisa de mercado e etc. Descontados os aspectos televisivo e teatral da coisa toda, muito do que acontece lá pode ser trazido para a vida real.

Esta 5ª edição veio com algumas mudanças em relação a anterior, e que me agradaram muito. O prêmio aumentou, passando para R$ 2 milhões, a serem investidos numa sociedade com Roberto Justus, mas não num negócio novo, e sim num Holding (forma de oligopólio no qual é criada uma empresa para administrar um grupo ou conglomerado que se uniu com o intuito de promover o domínio de determinada oferta de produtos e /ou serviços) já existente. Pelo que li antes da estréia do programa, Justus também afirmou que voltaria a ser mais rigoroso e menos emocional nas salas de reunião (talvez pelas críticas resultantes de seu desempenho na edição passada, aonde ele chegou, em episódio, a se recusar a despedir um dos aprendizes e ambos voltaram ao Hilton).

Iniciada a edição, outra novidade: nomes e logomarcas das equipes já haviam sido definidos pelo staff de Roberto, nos poupando desta parte que realmente era desnecessária. A própria formação das equipes (Masters e Foccos) teve uma edição ágil, que também ganhou tempo na exibição do programa. A tarefa era a venda, em duas cidades do interior de SP, de patos de borracha, visando dois eventos que envolveriam a população em ambas as cidades, na forma de uma corrida fluvial dos patos vendidos e com a premiação do vencedor. O objetivo da tarefa era fazer o maior volume de dinheiro possível, dentro da meta de venda de 10.000 patos de borracha, não importando a técnica empregada pela equipes. E aí tivemos um fato curioso: apesar da alta qualificação dos aprendizes, ambas as equipes tiveram estratégia, execução e resultado trágicos, naquela que foi a pior estréia, em termos de desempenho, das 5 edições do programa. Bom para nós, espectadores, que num cenário ruim só temos a aprender quando da análise do que foi erro e do que foi acerto.

Na sala de reunião, mais uma novidade: a equipe vencedora também pode assistir, através de um monitor em uma sala ao lado, o que se passava naquele momento em que Roberto conversava com a equipe perdedora. Neste ponto, o que se viu diversas vezes nas outras edições se repetiu, com pequenos detalhes significando grandes derrotas. Roberto realmente foi mais rigoroso e ríspido até (talvez por conta da decepção com a realização da tarefa). Talvez por ter sido o primeiro programa e ser mais difícil avaliar os desempenhos – mesmo porque não se conhece ainda o perfil de cada um – a sala foi mais longa que o usual. No fim das contas, Roberto ficou com o líder (que se perdeu completamente na prova) e uma competidora que nada fez. Quem acompanhou as outras edições já sabia que Roberto tolerava erros concretos, mas não o erro por omissão. Menos um, restam 15.

No geral, o programa continua bom como sempre foi. E, como o pouco de bom que há para se ver na TV aberta, O Aprendiz passa muito tarde (na grade da emissora, começa às 23h, mas iniciou mesmo quase as 23h30), mas mesmo isso não tira o seu mérito, que é entreter e transmitir cultura ao mesmo tempo.


Sala de Reunião - 1ª Parte


Sala de Reunião - 2ª Parte

terça-feira, 6 de maio de 2008

De Novo! De Novo!


Com 2 dias de atraso (não tive tempo!) deixo registrado aqui mais uma conquista do meu time, o melhor do Brasil, para desepero dos Botafoguenses (nossos novos fregueses) e dos Vascaínos (fregueses antigos, mas que insisitem em torcer contra): MEEEEEENNNNNGGGGGGOOOOO!!!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

É Bom e Agora Tem Nome: Astros


Essa semana tivemos, depois de 3 semanas, a primeira final do mês no programa o SBT que conhecíamos como "Ídolos", mas que agora chama-se "Astros", por conta daquela lenga lenga com a franquia que citei no post passado sobre este assunto. Volto a falar nele porque, com esta final, o SBT mostrou todas as novidades (e diferenças) do programa anterior, e que repito: apesar de umas pequenas falhas, ficou muito legal e vai bater de frente com o da Record. Principalmente porque nestes 3 programas antes da final, os bizarros foram simplemente muito, mas muito, bizarros e engraçados.

Nestas 3 semanas, foram selecionados 9 candidatos/grupos para participar da final do mês onde o prêmio é um carro zero. Além deles, é selecionado (pelo público) o candidato mais bizarro de todos, que além de um prêmio, se apresenta no palco do programa. Não restou dúvida que dos 9 candidatos selecionados havia muita coisa boa (sério), sendo o meu preferido o Cesar Phope, que apesar do ar meio Lenny Kravitz, mandou muito bem com uma canção própia, muito boa por sinal. Entretanto, como nem tudo é prefeito, os jurados acharam melhor premiar um grupo de pagode...


Cesar Phope

Até chegar ao resultado final, cada candidato se apresenta novamente, apesar de cantar por apenas dois minutos, mais ou menos. Como foram apresentados Flashbacks dos programas anteriores, além de entrevistas, não deu para todos cantarem as músicas completas. Uma pena, pois alguns valiam a pena cantar mais. Talvez com menos selecionados, o programa fique mais enxuto neste ponto, apesar de que os Flashbacks revisaram situações hilárias. Outro ponto são os ex-malas Beto e Lígia, simplesmente insuportáveis na 1ª edição, mais dosados na 2ª e que aqui aparecem e falam na medida certa, sem encher o saco. Com relação ao jurados, todos são legais, mas Arnaldo e Miranda se superam, pois são sarcásticos e muito engraçados, mandam na lata dos candidatos o que lhes der na telha e não estão nem aí. Pena que Arnaldo gosta de pagode, e com certeza partiu dele a indição do (grupo) vencedor.

Como único ponto extremamente negativo, aponto colocarem o candidato "excluído", selecionado pelo público, para cantar: se o cara foi bizarro, ele o foi na condição de cantar na frente dos jurados apenas, sem música, sem nada. Coloca-lo no palco com banda, dançarinos, figurino e o escambau tira a graça espontânea, tornando-o simplesmente bobo. Foi o que aconteceu com o Piu-Piu, que cantou a música sobre o roubo de galinhas (?) que foi hilária na primeira vez, mas que perdeu a graça no palco com toda aquela super produção.

Piu Piu

Abaixo, o vídeo do Cesar cantando sua música. Confiram e me digam se o cara não tem talento. Para quem quiser, o You Tube já um monte de vídeos dos programas, inclusive desta 1ª final. Repito: A Record vai ter trabalho...